O Encontro Online foi ministrado por Juliana Barroso, bióloga, especialista em Ciências do Laboratório Clínico e Diagnóstico In Vitro (Unigranrio) e supervisora técnica da Gestão de Serviços da Controllab.
A aula abordou os principais conceitos e aplicações do Controle Interno, com foco em sua utilização para o monitoramento da estabilidade dos processos analíticos, identificação de desvios, múltiplas valorações, documentação e boas práticas para sua implementação na rotina laboratorial.
Com uma abordagem prática e aplicada, a atividade contribuiu para o aprimoramento do conhecimento dos participantes e para o fortalecimento do monitoramento da qualidade, do controle dos processos analíticos e da confiabilidade dos resultados laboratoriais.
Perguntas & Respostas
A seguir, encontram-se as dúvidas que não foram respondidas durante o Encontro Online.
Para Biologia Molecular existem controles internos disponíveis? Quais são alguns deles?
Sim. Atualmente, disponibilizamos controles para Biologia Molecular que contemplam diversos patógenos, como: Coronavírus (SARS-CoV-2), Dengue, Influenza A e B, Bocavírus (HBoV), Rinovírus, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), entre outros.
A lista completa dos ensaios pode ser consultada no catálogo disponível em nosso site.
Caso o ensaio de seu interesse não esteja disponível, entre em contato conosco para que possamos avaliar a viabilidade de disponibilizá-lo.
Ao identificar a regra violada, relacionar a causa do erro do Controle Interno e realizar o ajuste, isso deve ser feito apenas com valores estatísticos próprios ou não com valores de um grupo de consenso?
As regras de Westgard não exigem, obrigatoriamente, que o laboratório utilize sua própria média e desvio-padrão (DP). O que elas exigem é que existam limites estatísticos válidos, baseados na média e no desvio-padrão, para a aplicação das regras (1₃s, 2₂s, R₄s etc.).
A utilização de uma média e de um desvio-padrão estabelecidos pelo próprio laboratório é a prática mais recomendada, pois esses parâmetros refletem o desempenho real do sistema analítico nas condições habituais de trabalho. Dessa forma, as regras de Westgard tornam-se mais sensíveis para detectar erros reais e, ao mesmo tempo, reduzem a ocorrência de rejeições indevidas.
Os valores de média e desvio-padrão fornecidos pelo fabricante na bula do produto geralmente são obtidos a partir de estudos interlaboratoriais. Por isso, a variabilidade observada pode ser maior do que a de um único laboratório, dependendo do processo analítico. É importante avaliar se esses limites representam adequadamente o desempenho do laboratório. Se forem muito amplos, as regras de Westgard podem perder sensibilidade para detectar erros; se forem muito estreitos, podem aumentar a frequência de rejeições falsas.


